Meu Pet não gosta mais de passear e está agressivo com outras pessoas
- thaisisantosvet
- 8 de abr.
- 3 min de leitura
Atualizado: 9 de abr.
Estudo de caso 1: comportamento, luto e vínculo na abordagem integrativa

A Lilly chegou na vida da Wal logo após o falecimento de uma outra cachorrinha que foi muito amada pela família.
A Wal, a Lilly e a Mãe da Wal tinham o hábito de passear na pracinha perto de casa, elas geralmente sentavam no banco da pracinha e lá ficavam conversando, respirando o ar puro, vivendo momentos de relaxamento e paz.
Infelizmente, a Mãe da Wal faleceu, esse luto entristeceu o coração de ambas e no movimento da vida a Wal parou de passear na pracinha e mudou um pouco os hábitos em função dessa tristeza tão profunda e delicada que a perda da mãe trouxe ao coração.
Após esse fato, a Lilly passou a querer passear somente até na pracinha se recusando a passar e seguir a diante no passeio, também passou a latir para quem chegasse perto da Tutora quando estava em seu colo e isso começou a causar desconforto no convívio porque passou a ser causa de manter a Lilly mais dentro de casa.
O olhar integrativo
Olhar para a Lilly de forma integrativa é entender que ela possui corpo físico, corpo emocional e corpo mental e que todos fazem parte e para entender de fato o que está acontecendo tudo precisa ser visto.
Vimos com o veterinário clínico da Lilly que tudo estava bem no corpo físico, ou seja, ela não estava com nenhum tipo de situação que pudesse estar causando dor ou desconforto, então, com essa informação passamos a olhar o campo emocional da Lilly.
Quando olhamos para o campo emocional percebemos um sentimento de estar fora do lugar e uma necessidade de atenção mais consciente.
Quem estava fora do lugar?
Tanto a Lilly quanto a Wal.
O Luto faz isso conosco, ele nos tira do lugar que estávamos habituadas a viver e nos leva para um novo lugar e desse novo lugar olhamos para o passado com dor querendo que ele volte.
Ali estava o coração da Wal e a Lilly estava mostrando isso, ela não queria mais passear em outros lugares, ela queria estar ali naquele banco, naquele lugar que fazia o coração da sua dona feliz, ela queria que a sua dona se encontrasse novamente com esse sentimento de felicidade.
E porque a agressividade?
O luto causa dor.
Perder alguém que amamos e convivemos diariamente é uma das dores mais fortes que experenciamos.
Isso vale para situações de morte, de decepção amorosa, de decepção com amizades, enfim, isso vale para tudo aquilo que nos leva a sentir saudade, uma saudade profunda.
Quando sentimos essa saudade e não olhamos para ela com amor e carinho ela se torna uma ferida aberta e todos as vezes que pensamos em gostar de alguém, em nos aproximar de alguém ela arde e pra evitar essa dor nos fechamos e nos afastamos.
No caso da Lilly, ela se tornou mais agressiva porque não queria mais que a Wal voltasse a sofrer então, tomou esse lugar de proteger qualquer aproximação mas, quem na verdade estava sentindo isso era o coração da Wal e ela estava somente espelhando.
E agora?
Agora é olhar para frente com amor e carinho pelo passado.
O convite aqui é olhar para o passado com amor e carinho percebendo e sentindo tudo de bom que foi vivido sem querer ficar lá.
Olhar para frente é acreditar sempre que a vida tem muitas coisas boas para nos dar e que assim como fomos felizes no passado seremos felizes no futuro se nos entregarmos com a mesma leveza e intensidade de antes.
É se permitir novamente ter momentos bons em outros lugares, com outras pessoas sem projetar nossas dores abrindo nossos corações com coragem de amar novamente.
É assim que a vida flui, é no amor e na renovação que seguimos em frente porque tudo no mundo está em constante transformação e só criamos memórias daquilo que vivemos intensamente.
Sendo assim, viva!
Com amor do meu coração para os seus corações.
Thaisi Santos



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