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Por que ele chegou?

  • thaisisantosvet
  • 14 de fev. de 2024
  • 3 min de leitura


Você já parou para fazer essa pergunta à você mesma?

Caso ainda não tenha feito, vou te contar essa história aqui.


Ele chegou para aquecer meu coração,

Pra me mostrar que existe beleza no simples fato de EXISTIR,

Pra me ensinar a simplesmente ser e a desfilar por aí com tudo o que tenho,

Pra me ensinar a aceitar carinho somente de quem e de quando eu estou a fim,

Pra me mostrar que o bem e o mal existem e que cabe a mim decidir qual deles manterei por perto.

Ele é minha proteção, minha paz e minha companhia fiel que não exige de mim nada, ele me aceita como eu sou!

Esse é o amor do felino que me escolheu.


Dia 20 de Setembro de 2022, perdi minha mãe, isso foi pra mim um momento tão difícil, foi algo que levou uma parte do meu coração, que me fez prender o fôlego, parar de respirar e de alguma forma me fez ter contato com uma dor que eu até então não conhecia.

Em Novembro de 2022 senti muita vontade de ter um gato e isso era bem inédito pra mim até porque, meu marido não gostava muito da ideia de ter um gato em casa já que o histórico dele de convívio com Pet sempre foi envolvendo cachorro.

Manifestei a vontade pra ele em uma quinta de noite e no Domingo de manhã o Mingau estava conosco.

Assim como eu, o Mingau também perdeu alguém especial para ele. Sua primeira e única tutora até então, estava querendo doar ele porque em seu novo relacionamento e nova situação de vida não havia espaço para continuar cuidando bem desse felino que tinha o nome de Chuck.

Quando fui até a casa dela ela tinha deixado o gato para a amiga de apartamento me entregar e a mesma veio com lágrimas nos olhos.

Lembro tão bem quando peguei ele no colo, o coração dele estava batendo forte e ele muito assustado quando veio pro meu colo, pra minha surpresa, não quis sair e ficou escondido em mim.

Dessa maneira começou a cura do meu coração, ao conviver com um gato você passa a enxergar a beleza no existir. Eu passei a aprender com a paz que ele possui de viver a vida passeando pra lá e pra cá em passos lentos e precisos, a escalar as coisas com agilidade porem com muita leveza, sem fazer barulho, sem quebrar nada!

De uma caixa de papelão, de uma sacola plástica ou de papel sai um esconderijo que diverte a todos, um ronronado depois de um carinho muda a frequência espiritual de uma casa inteira e assim na paz fui aprendendo a viver.

Logo no início estranhei bastante o convívio porque, muito carente que eu era, esperava ficar grudada nele a todo o momento mas, percebi que isso não fazia bem ao Mingau e ele começou a me evitar e esse movimento dele me fez perceber que ele não era a minha mãe e que a carência que eu tinha precisava ser curada ao invés de ser projetada nele e foi isso que comecei a fazer.

A medida que isso foi acontecendo ele foi voltando pra perto de mim em um amor e um convívio respeitoso aonde dividimos o mesmo espaço e nos amamos sem sermos codependentes.

 Aonde eu estou pela casa ele está, quando me levanto a noite pra ir ao banheiro ele vem comigo, sempre que saio e volto ele se esfrega em minhas pernas e é assim que ele sabe amar, me protegendo, fazendo a limpeza espiritual em mim e em meu ambiente de casa.

Eu sou tão grata por ter a oportunidade de aprender tudo isso.

Gatos não são cães pequenos.

Eles são outra espécie e têm seu modo próprio de entregar amor e proteção.

O nome Chuck foi substituído por Mingau porque mingau de aveia é a comida que meu filho Lucas mais gosta, é uma sobremesa doce e saudável assim como é nosso convívio com esse ser de 4 patas e um coração imenso!


Conte sua história pra mim.

Já descobriu por que seu PET veio até você?

Com amor, do meu coração para o seu coração!


Thaisi Santos



 
 
 

1 comentário


Fernanda Coelho Nunes
Fernanda Coelho Nunes
14 de fev. de 2024

Preciso me recompor. Em lágrimas por um depoimento tão delicado e intenso.. e preciso curtir o que ele aflorou aqui... gratidão minha amiga! Breve, faço o meu.

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